2014/10/19
2014/10/03
sobre a Carbonária
A historiografia da temática carbonária ficou mais rica com a edição desta obra:
«Carbonários e Outros Revolucionários resulta de uma
investigação completamente inédita sobre esta temática, com uma visão geral da
Carbonária Portuguesa e uma análise do caso da Carbonária Portimonense.»
2014/03/02
2013/12/14
Religião e Espiritualidade
- Não existe apenas uma religião, mas centenas delas.
- Existe apenas uma espiritualidade.
- A religião é para os que dormem.
- A espiritualidade é para os que estão despertos.
- A religião é para os que necessitam que lhes digam o que
fazer, os que não avançam sem o guia.
- A espiritualidade é para aqueles que escutam a sua voz
interior.
- A religião não é mais do que um conjunto de dogmas.
- A espiritualidade convida a pensar em tudo, a questionar
tudo.
- A religião postula a existência do pecado original e inculca
o sentimento de culpa.
- A espiritualidade postula que com o erro também se
aprende.
- A religião não é Deus.
- A espiritualidade é tudo; o que também incluí Deus.
- A religião inventa.
- A espiritualidade encontra.
- A religião é causa de divisões.
- A espiritualidade propõe a união.
- A religião segue os preceitos de um livro dito sagrado.
- A espiritualidade procura o sagrado em todos os livros.
- A religião prospera e alimenta-se dos medos.
- A espiritualidade alimenta-se da confiança.
- A religião é um pensamento vivo.
- A espiritualidade consiste em viver em consciência.
- A religião incide sobre o Fazer.
- A espiritualidade incide sobre o Ser.
- Religião é adoração.
- Espiritualidade é meditação.
- A religião propõe-nos sonhar com a glória num paraíso
celestial.
- A espiritualidade propõe-nos viver a glória e o paraíso
aqui e agora.
- A religião fecha a nossa mente.
- A espiritualidade liberta a nossa consciência.
Se as religiões defendem a Paz porque é que não conseguem
viver em Paz?
2013/11/29
António Arnaut disse
“Chegámos a este ponto mais por culpa dos socialistas, dos social-democratas e democratas-cristãos do que propriamente dos neoliberais”, acusou o ex-grão-mestre, que denunciou “os que passaram para o neoliberalismo, que se venderam”, como aconteceu os antigos governantes Tony Blair e Gerhard Schroeder, “que hoje são administradores de grandes empresas”.
Artigo completo aqui
2013/11/24
Reflexões
«O nosso problema é que nos tornámos
todos emissores de verdades. A cacofonia atingiu coisas inaceitáveis, com uma
incapacidade absoluta de distinguir o essencial do acessório. E isso não é só
culpa dos meios de comunicação social. É culpa dos políticos. Eles são os
grandes emissores. Se tivessem capacidade de distinguir o essencial do
acessório não introduziriam tanto ruído, que depois é acompanhado pela
comunicação social.» “Sobre Portugal” -
Sobrinho Simões - entrevista em 2012
A ingenuidade, a aversão à dúvida, a temeridade no
contradizer, a preguiça na busca pessoal, a fixação nos aspectos acessórios ou
parciais, tudo isto e coisas semelhantes sempre impediram o enlace entre o entendimento
humano e a natureza das coisas e remeteram o primeiro para conceitos vãos alicerçados
em repetitivas e erráticas experiências ilusórias sobre a segunda.
Chegámos onde chegámos porque convertemos a opinião em
esclarecimento, e a natureza em mero objecto. Convertemos o mito (assim
qualifico a opinião irreflectida), em esclarecimento. E este esclarecimento
comporta-se com as coisas como o ditador se comporta com os homens, só os
conhece na medida em que pretende manipulá-los. A cultura contemporânea também
não ajuda, pois confere a tudo um ar de semelhança. A televisão, o cinema, os
jornais, constituem um sistema coerente de uniformização do Mundo.
Ora, a superioridade do Homem está no saber, porque o
saber possui valores que nem os mais poderosos podem deter em exclusivo ou sobre
as quais consigam impor a sua vontade. Mas para saber é necessário compreender,
entender as coisas. É esse entendimento das coisas o vencedor da superstição e
o percutor da libertação. O saber não conhece barreiras, nem sobre a
escravização do indivíduo nem na condescendência com os donos do mundo.
Uma das lições que o nazismo nos ensinou é a de como é
estúpido ser inteligente. Quantos não foram os argumentos bem fundamentados com
que os judeus negaram as hipóteses de Hitler chegar ao poder?! E os “inteligentes”,
que postularam a impossibilidade do Fascismo vingar no Ocidente, esses
inteligentes que sempre facilitaram as coisas aos bárbaros?! São, pois, os
juízos “bem informados e perspicazes”, geradores de prognósticos baseados em estatísticas
e na experiência (empirismo versus razão), e de declarações que frequentemente começam
com as palavras “ Ah… disso percebo eu, estou informado”, declarações de
convicção (testemunhos de fé), conclusivas e sólidas, são esses juízos que são
falsos. Hitler era contra o espírito e anti-humano. Mas existe um outro espírito
que é também anti-humano, e reconhece-se pela sua proclamada superioridade “bem
informada”. Estamos rodeados de tais espíritos.
A transformação da inteligência em estupidez é um fenómeno
recorrente na História. Ser razoável significa que é imperioso respeitar a
equivalência entre dar e tomar. Eis uma concepção da razão elaborada com base
na troca, o pilar mais importante do mundo hodierno. Nesta perspectiva os fins
só devem ser alcançados através da mediação, ou seja, através do mercado,
graças à vantagem que o poder alcança praticando a regra do jogo: concessões em
troca de concessões. Mas logo que o poder deixa de obedecer à regra do jogo e
salta para a apropriação imediata, a inteligência é ultrapassada, atropelada, e
em tal cenário o meio que sustenta a inteligência tradicional, a discussão,
desaparece. Eis porque o jogo foi instituído como mediação universal, uma
mediação que obriga as forças em confronto. No seu cerne, as relações entre
povos ou grupos distintos são relações de contingência: a contingência entre alguém
que detém algo que outrem necessita - assim o afirmava Agostinho da Silva. Mas
este modelo também acarreia a mais gritante injustiça social. Eis o paradoxo da
“estupidez da inteligência”.
Os homens são amistosos quando desejam alguma coisa
dos mais fortes, mas brutais quando o solicitante é mais fraco do que eles. Tal
é a chave para penetrar na essência do indivíduo em sociedade.
A conclusão de que o terror e a civilização são inseparáveis
- conclusão tirada pelos conservadores -, é fundamentada. O que poderia levar
os homens a desenvolver-se, de modo a tornarem-se capazes de elaborar
positivamente estímulos complicados, se não sua própria evolução permeada de
esforços e condicionada pela resistência externa? Primeiro, essa resistência
motivadora encarna no pai, depois numa multiplicidade de indivíduos: o
professor, o superior hierárquico, o cliente, o concorrente, os representantes
dos poderes sociais e estatais; e é a brutalidade da acção desses inúmeros
indivíduos sobre cada indivíduo que estimula a espontaneidade deste.
A possibilidade de temperar a intransigência, de
substituir por reclusão os castigos sangrentos através dos quais a humanidade
foi domada ao longo dos milénios, tudo isso parece um sonho. A coerção dissimulada
é impotente. Foi sob o signo do carrasco que se realizou a evolução da cultura;
negá-lo significa esbofetear a ciência e a lógica. Não se pode abolir o terror
e conservar a civilização; eliminar o primeiro implica a dissolução da segunda.
Os perigos residem nas extrapolações que daqui se podem construir: da adoração
da barbárie nazi à busca de refúgio nos círculos do inferno.
O destino dos escravos da antiguidade foi o destino de
todas as vítimas até aos modernos povos colonizados. A libertação do indivíduo
europeu realizou-se em ligação com uma transformação geral da cultura que
aprofundava cada vez mais a divisão à medida que diminuía a coerção física. O
corpo explorado devia representar para os inferiores o que é mau, e o espírito,
para o qual os outros (superiores) tinham o ócio necessário, devia representar
o supremo bem. Este processo possibilitou à Europa realizar as suas mais
sublimes criações culturais, mas o pressentimento do logro, que desde o início
se foi revelando, reforçava ao mesmo tempo essa obscena maldade que é o
amor-ódio pelo corpo, que permeia a mentalidade das massas ao longo dos séculos
e que encontrou na linguagem de Lutero a sua mais autêntica expressão. Na
relação do indivíduo com o corpo, o seu e o de outrem, a irracionalidade e a
injustiça da dominação reaparecem como crueldade, que está tão afastada de uma
relação compreensiva e de uma reflexão feliz, quanto a opressão em relação à
liberdade.
O Número de Ouro
A designação adoptada para este
número, f (Phi
maiúsculo), é a inicial do nome de Fídias que foi escultor e arquitecto
encarregado da construção do Pártenon, em Atenas.
A história deste enigmático número
perde-se na antiguidade. No Egipto as pirâmides de Gizé foram construídas tendo
em conta a razão áurea : A razão entre a altura de um face e metade do lado da
base da grande pirâmide é igual ao número de ouro. O Papiro de Rhind (Egípcio)
refere-se a uma «razão sagrada» que se crê ser o número de ouro. Esta razão ou
secção áurea surge em muitas estátuas da antiguidade .
Construído muitas centenas de anos
depois( entre 447 e 433 a. C.), o Partenon Grego, templo representativo do
século de Péricles contém a razão de Ouro no rectângulo que contêm a fachada
(Largura / Altura), o que revela a preocupação de realizar uma obra bela e
harmoniosa. O escultor e arquitecto encarregado da construção deste templo foi
Fídias. A designação adoptada para o número de ouro é a inicial do nome deste
arquitecto - a letra grega f (Phi maiúsculo).
No fim da Idade Média havia duas
escolas matemáticas: uma, a escola da igreja e universidade, voltada para
um âmbito mais teórico e exaustivo e outra com uma finalidade mais prática e
objectiva, a escola do comércio e dos mercadores à qual pertencia Fibonacci. A contribuição de Fibonacci para o
número de ouro está relacionada com a solução do seu problema dos coelhos
publicado no seu livro Liber Abaci, a sequência de números de Fibonacci.
É que as sucessivas razões entre um número e o que o antecede vão-se
aproximando do número de ouro. Outro matemático que contribuiu para o estudo e
divulgação do número de ouro foi Pacioli. Uma curiosidade deste matemático é
que foi o primeiro a ter um retrato autêntico. Publicou em 1509 uma edição que
teve pouco sucesso de Euclides e um trabalho com o título De Divina
Proportione. Este trabalho dizia respeito a polígonos regulares e sólidos e
a razão de ouro.
Não pode ser
deixada de referir a contribuição de Leonardo Da Vinci (1452-1519). A
excelência dos seus desenhos revela os seus conhecimentos matemáticos bem como
a utilização da razão áurea como garante de uma perfeição, beleza e harmonia
únicas. É lembrado como matemático apesar da sua mente irrequieta não se
concentrar na aritmética, álgebra ou geometria o tempo suficiente para fazer
uma contribuição significativa. Representa bem o homem tipo da renascença que
fazia de tudo um pouco sem se fixar em nada. Leonardo era um génio de
pensamento original que usou exaustivamente os seus conhecimentos de
matemática, nomeadamente o número de ouro, nas suas obras de arte. Um exemplo é
a tradicional representação do homem em forma de estrela de cinco pontas de
Leonardo, que foi baseada nos pentágonos, estrelado e regular, inscritos na
circunferência.
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